Conhecer o chão da sua fazenda pode retornar até R$ 180 para cada real investido

Você, produtor rural, sabe do potencial de retorno sobre o investimento de conhecer em detalhes do solo da sua fazenda? Nesta sexta, 29, o pesquisador da Embrapa Solos Ênio Fraga falou sobre o assunto em entrevista à série especial Embrapa em Ação.

“Para que se tenha ideia de valor, para cada real investido em caracterização de solo, de levantamento, de zoneamento, a gente tem um retorno de R$ 150 a até R$ 180 reais. É um retorno que você não tem em lugar nenhum. O agricultor tem que ter consciência disso”, disse Fraga, que é engenheiro agrônomo, mestre em ciência do solo e doutor em solos e nutrição de plantas.

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“É fundamental o conhecimento dos solos, inclusive dentro da agronomia as pessoas deviam primeiro conhecer um pouco de solo e depois as outras especialidades porque a partir do solo você vai identificar a cultura indo bem ou não, se o melhoramento foi bem feito ou não, se o sistema de manejo está adequado ou não. […] Nesta linha de conhecimento dos solos a gente um dos problemas sérios do país. O Brasil não conhece o solo, o Brasil não tem conhecimento do recurso natural solo”, advertiu.

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Segundo Ênio, o Brasil tem seu solo mapeado hoje em um detalhamento que não é o desejável, em escala de 1:250.000. “É uma escala muito pequena. Para o telespectador dimensionar isso, essa escala significa o seguinte: no mapa, um centímetro do equivale a dois quilômetros e meio de terreno. Quer dizer, é muito pouco”, reprovou.

Você, produtor rural, sabe do potencial de retorno sobre o investimento de conhecer em detalhes do solo da sua fazenda? Nesta sexta, 29, o pesquisador da Embrapa Solos Ênio Fraga falou sobre o assunto em entrevista à série especial Embrapa em Ação.

“Para que se tenha ideia de valor, para cada real investido em caracterização de solo, de levantamento, de zoneamento, a gente tem um retorno de R$ 150 a até R$ 180 reais. É um retorno que você não tem em lugar nenhum. O agricultor tem que ter consciência disso”, disse Fraga, que é engenheiro agrônomo, mestre em ciência do solo e doutor em solos e nutrição de plantas.

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“É fundamental o conhecimento dos solos, inclusive dentro da agronomia as pessoas deviam primeiro conhecer um pouco de solo e depois as outras especialidades porque a partir do solo você vai identificar a cultura indo bem ou não, se o melhoramento foi bem feito ou não, se o sistema de manejo está adequado ou não. […] Nesta linha de conhecimento dos solos a gente um dos problemas sérios do país. O Brasil não conhece o solo, o Brasil não tem conhecimento do recurso natural solo”, advertiu.

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Segundo Ênio, o Brasil tem seu solo mapeado hoje em um detalhamento que não é o desejável, em escala de 1:250.000. “É uma escala muito pequena. Para o telespectador dimensionar isso, essa escala significa o seguinte: no mapa, um centímetro do equivale a dois quilômetros e meio de terreno. Quer dizer, é muito pouco”, reprovou.

“A informação é muito pouca para tomada de decisão, então a gente precisa ter conhecimento melhor de solos. E nessa linha até desconhecimento de solo, o que veio? O Tribunal de Contas da União, o TCU, em 2015 fez um acórdao cobrando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) providências para que a gente possa ter um melhor conhecimento de solos, já que o nosso conhecimento é escasso, disperso e com poucas informações. Através disso, o Mapa convocou a Embrapa, que é quem está responsável por este programa, o Pronasolos. E a gente desenvolveu um programa que foi lançado agora em um decreto federal, em 2019, que visa mapear o país inteiro numa escala de 1:100.000, quer dizer que um centímetro do mapa equivalerá a um quilômetro de terreno. Ainda não é o melhor dos mundos, os Estados Unidos, nosso principal concorrente no mercado agrícola, têm o país todo mapeado hoje numa escala de 1:25.000 no mínimo, […] são 100 vezes mais detalhados. Quer dizer os Estados Unidos têm uma informação de solos 100 vezes mais detalhada que o Brasil. […] É necessário e a população, o agricultor, o gestor tem que cobrar esta melhoria do conhecimento dos solos brasileiros”, convocou.

 

O pesquisador dimensionou a importância deste conhecimento do solo. “Em todos os biomas a gente uma agricultura forte. Tem no Cerrado, aqui na Mata Atlântica, na Caatinga, no Sul, no Norte, na floresta… Você tem produção hoje no país inteiro. Então esta informação do zoneamento é fundamental porque você estratifica esse ambiente que a gente tem em áreas que são indicadas para o uso, por exemplo, agrícola. […] Estratificando este ambiente, você tem uma ferramenta de gestão tanto para o agricultor saber se aquela área dele é propícia para que ele produza milho, soja, grãos ou frutíferas, alguma coisa, ou então chegar à conclusão que aquela área de, acordo com a informação de solos que ele tem, deve ser indicada para preservação, […] então é uma ferramenta de gestão importantíssima”, acrescentou.

Fraga informou que o projeto é de longo prazo e deverá fazer o mapeamento ao longo de 30 anos com um orçamento inicial de R$ 4 bilhões.

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Confira a entrevista completa com Ênio Fraga na série Embrapa em Ação:

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